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riscos_e_rabiscos

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O Dia Dos Pês.

 

Mas o que será isto dos "pês", perguntam vocês.Foi desta que se lhe fundiram os fusíveis, pensarão as mentes mais venenosas. Mas para mal dos vossos pecados, ainda não foi desta! E os "pês" é um diminutivo gentil para... parvos!!!

 

Já devem imaginar o que vai sair daqui hoje, não é? Então vamos lá ao desenrolar da situação, que é como quem diz à escrita!

 

Saí eu de casa à mesma hora de sempre para ir para o convento, apressada quanto baste pois os autocarros não esperam por mim... ainda! Estou em negociações com a empresa de transportes.

Mas como estava dizer, ia a descer a rua quando vejo um varredor de ruas a correr desalmadamente rua abaixo e a gritar. Achei aquilo estranho. Dei mais uns passos e eis senão quando me deparo com a cena: um carrinho do lixo -daqueles de apanhar as porcarias do chão - a deslizar em alta velocidade rua abaixo e o varredor aos gritos atrás!

 

Só mesmo visto pois contado não tem graça! Foi uma cena surreal!

O varredor só conseguiu apanhar o carro porque este foi travado pelo embate contra um dos pinos da igreja. Giro, giro, teria sido se o carrinho tivesse sido atropelado por um autocarro! Era lixo a voar por todo o lado! Pê número um!

 

Na paragem do segundo autocarro, aguardo 12 minutos sentada pelo próxmo.

Entretenho-me a observar as pessoas e os carros que passam, ao mesmo tempo que vou olhando de soslaio para o placard que indica quantos minutos faltam para o bus passar.

Ao meu lado está um rapaz tipo torre a ler um jornal. Chega uma velhota. Debruça-se para cima de mim e quase se senta ao colo do rapaz que lhe diz: "a senhora não vê que eu estou aqui?" A mulher balbucia qualquer coisa e o rapaz só remata "não quer tirar-me o lugar mas já mo tirou". Pudera! Então não é que a mulher para ver o placard dos horários das camionetas quase se estava a colocar ao colo do rapaz? Porque é que não se inclinou para o lado oposto que até nem tinha uma "pata" da paragem e um tronco de árvore a tapar-lhe a visão?!? Pê número dois.

 

Já de regresso a casa, entro no bus e sento-me assim que posso para não me espalhar no meio do corredor. Subitamente o bus pára de novo. Só oiço a minha vizinha do lado reclamar "estas velhas são sempre a mesma coisa, são um atraso de vida". Foi então que reparei na minha companheira de viagem e caiu-me o queixo.

É preciso uma lata do caraças! então não é que a mulher parecia ter alguns 100 anos?! E o mais giro é que "as velhas" tinham idade para serem filhas dela!!! Se a minha companheira de viagem lhe tivesse chamado de dondocas, ainda vá... agora "velhas"? Pê número três.

 

 

$=%(&= das Velhas Gaiteiras!!!


Opa, vem uma Pessoinha descansadinha (ou melhor, cansadinha do trabalho), entra no bus e é impedida de passar por duas “velhas” alienadas!

 

Põe-se ali no meio do caminho, não passam nem deixam passar, conversam que se desunham e estão a borrifar-se para os terceiros que vão ali empacotados.

 

Ora me, myself and I, querendo livrar-se daquelas gralhas peganhentas, pediu licença e tentou esgueirar-se por uma nesga entre a gralha aluada nº1 e o varão do bus. Então não é que o raio da gralha ocupou, isto é, alapou-se no corredor todo não deixando ninguém passar?!

 

Cheia de salamaleques e delicadezas, lá pedi mil licenças para passar e sentar-me num dos imensos lugares vagos, quando a gralha se armou em “elefanta”, me deu uma trombada e eu fui aterrar no vidro do bus junto ao banco!!! E pior… magoei o meu joelho que me doeu tantinho e só me apeteceu guinchar de dores. Mas calei-me e instalei-me.

 

Aí sim, assisti de camarote, na primeira fila às peripécias das duas gralhas aluadas. Mas desta vez quem se riu fui eu: a gralha nº 1, tendo chegado à sua paragem, em vez de sair, sentou o seu backside!!!

 

Haja paciência pra velhas gaiteiras!